Dr. Vinicius Spiandorello, Cirurgia Plástica
Explante de prótese em Joinville, imagem ilustrativa, torso de mulher com um tecido branco amarrado sobre o busto.

Explante de Prótese em Joinville

A retirada do implante de silicone também é uma decisão sua

Querer tirar não precisa de justificativa. Aqui ninguém vai cobrar de você o motivo de ter colocado, nem sair procurando culpado pela cirurgia anterior, mudar de ideia sobre o próprio corpo já basta. O meu trabalho é planejar a retirada e mostrar, na consulta, o que sai, o que fica e o que a sua mama tende a mostrar depois.

O que é

Como funciona o explante de prótese mamária, na prática

Explante é a cirurgia para retirar o implante mamário. Em volta dele existe a cápsula, uma camada de tecido que o seu próprio organismo produziu para isolar o corpo estranho, e boa parte do planejamento é decidir quanto dessa cápsula sai junto, o que se chama capsulectomia.

Tirar não é desfazer. A sua pele passou anos esticada por um volume que estava ali dentro, e o que ela faz quando esse volume sai não é obrigatoriamente voltar ao ponto de partida. Por isso o explante tem planejamento próprio, e não é a cirurgia de colocar rodando ao contrário.

Você vai encontrar a mesma cirurgia com outros nomes, retirada de prótese de silicone, remoção de implante mamário e, quando o implante sai junto com a cápsula fechada em volta dele, capsulectomia em bloco. São nomes do mesmo procedimento, e o que muda de verdade entre eles é quanta cápsula sai.

“Retirar a cápsula inteira só compensa quando o que ela devolve pesa mais do que o risco de ir buscá-la.”

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Para quem é

Você se reconhece em alguma destas situações?

  • Peso e aperto que não passam

    Você sente o implante no fim do dia, na hora de deitar e no treino, e já tentou resolver trocando de top.

  • Mama que endureceu com o tempo

    Ela ficou firme demais, mudou de formato e às vezes dói, quadro que costuma ser de contratura capsular.

  • Você mudou de fase

    Colocou o implante num momento da sua vida e hoje quer se ver sem ele, sem precisar justificar isso para ninguém.

  • Sintomas que você atribui ao implante

    Você leu sobre o assunto, se identificou e quer conversar com alguém que não descarte a sua queixa de saída.

  • Achado no exame de imagem

    Apareceu ruptura ou alguma alteração que pede reavaliação, e você prefere retirar em vez de repor.

Quando eu não indico

Eu não marco explante com a decisão ainda quente. Se você chegou logo depois de um vídeo, prefiro que volte com a ideia dormida, porque retirar é fácil de agendar e difícil de desfazer. Quando o que incomoda é o tamanho, e não o implante em si, um implante menor às vezes entrega mais do que a retirada. Também não indico quando a expectativa é a mama igual à de antes, porque ela não volta a ser aquela.

Como eu opero

Resultado previsível não vem de sorte. Vem da decisão tomada antes.

Eu examino as duas mamas, quanto do seu tecido existe por cima e por baixo do implante, e a elasticidade da pele. O exame de imagem entra aqui, é ele que mostra se o implante está íntegro e se a cápsula está espessa ou calcificada. Com isso, o plano se resume a duas perguntas, quanto de cápsula sai e se dá para fazer tudo num ato só.

As 4 decisões

Como eu decido a extensão da capsulectomia

Cápsula espessa, calcificada ou com implante rompido dentro pede a retirada total, porque ali ela é a origem do problema. Cápsula fina e colada na parede do tórax é outra conversa, e aí retiro o que dá com segurança e digo o que ficou.

Retirar e reposicionar num ato só, ou em dois tempos

Quando sobra pele e ainda existe tecido seu, dá para somar o levantamento, a mastopexia, ao explante no mesmo ato. Quando a pele ainda vai retrair muito, prefiro retirar agora e reavaliar com a mama acomodada.

Por onde eu entro para retirar

Na maior parte das vezes dá para usar a cicatriz que você já tem, no sulco embaixo da mama ou na borda da aréola. Quando a cápsula precisa sair inteira, o desenho muda e a cicatriz acompanha.

Quando a troca por um implante novo entra na avaliação

Antes de fechar a retirada eu confiro se a queixa é o implante ou o tamanho dele. Implante íntegro, cápsula sem contratura e cobertura preservada formam o cenário de um implante menor. A troca não resolve a vontade de não ter mais nada dentro.

Recuperação

Recuperação de explante de prótese mamária, em marcos e não em calendário

  1. Enquanto o peito ainda pesa e aperta

    Dor e aperto no peito são a queixa desta fase, e pioram sempre que você muda de posição. Dormir com o tronco elevado ajuda, e sair da cama rolando para o lado, sem se apoiar no braço, poupa esforço. A medicação que eu prescrevo é para cobrir essa fase, se não estiver cobrindo, você me avisa em vez de esperar o próximo retorno.

  2. Quando você volta a se mexer sem calcular cada gesto

    O desconforto vai ficando espaçado, o braço recupera alcance e você para de planejar o movimento antes de fazer. É aqui que eu solto as primeiras coisas, andar sem pressa e tarefas leves de casa, sempre conforme o que o seu retorno mostrar. O formato da mama não se decide nesta fase, e eu peço que você não julgue nada por enquanto.

  3. Quando eu liberar braço e carga

    Puxar, empurrar, carregar sacola de mercado e treinar peito só voltam com a minha autorização, um item por vez. Antecipar essa parte costuma cobrar em inchaço, acúmulo de líquido e cicatriz mais alargada. O degrau seguinte depende do que eu vir em você no retorno, e não do que já deu certo com outra paciente.

Antes de operar

Antes de marcar eu peço exames de sangue, avaliação clínica e a lista dos remédios que você usa, inclusive suplemento e anticoncepcional. Peço também exame de imagem da mama e o registro do implante atual, se você ainda tiver guardado. Se o seu histórico pedir, encaminho para uma avaliação de outra especialidade antes.

O que muda o seu tempo

Quanto de cápsula precisou sair, se houve reposicionamento no mesmo ato e quanto tempo o implante ficou pesam no ritmo de cada paciente. Fumo, trabalho que exige carregar peso e o seu jeito de cicatrizar entram na mesma conta. Por isso eu trabalho com etapas, não com agenda.

Resultado

O que costuma acontecer depois

Resultado de cirurgia plástica com o Dr. Vinicius Spiandorello em Joinville: paciente de top, ao ar livre.
Resultado de cirurgia plástica com o Dr. Vinicius Spiandorello em Joinville: paciente de vestido, foco no decote.
Fotos de pacientes do Dr. Vinicius, de cirurgias variadas. Elas não identificam qual procedimento foi realizado. Registros de pós-operatório publicados com autorização, conforme a Resolução CFM 2.336/2023. Resultado varia de paciente para paciente e só pode ser avaliado em consulta, olhando o seu caso.

Logo depois da retirada a mama fica inchada e mais achatada do que vai ficar, e o formato só começa a aparecer quando o inchaço cede. A pele leva meses no ritmo dela, parte retrai, parte não retrai, e isso tem a ver com quanto tempo ela ficou esticada, com o volume que estava lá dentro, com o seu histórico de peso e de gestações. É por isso que eu evito decidir levantamento no susto das primeiras semanas, com a mama acomodada, a conversa é outra e a decisão sai melhor.

“A mama que fica depois do explante não é a de antes do implante nem a que você tirou, é uma terceira, e eu prefiro te apresentar essa terceira ainda na consulta.”

Investimento

O que entra no valor de explante de prótese mamária

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Retirar só o implante ou retirar e reposicionar

Explante isolado e explante somado ao levantamento são cirurgias de porte diferente, com tempos de sala diferentes. É a escolha que mais mexe na conta.

A extensão da capsulectomia

Cápsula fina sai rápido. Cápsula espessa, calcificada ou muito aderida exige mais tempo dentro da sala e mais cuidado na retirada, e isso aparece no seu orçamento.

Os exames de imagem antes da cirurgia

Ultrassom ou ressonância, quando indicados, mostram o estado do implante e da cápsula e sustentam o planejamento. É gasto que vem antes do centro cirúrgico, e eu prefiro que você saiba disso já na primeira consulta.

Equipe, anestesia, internação e retornos

Entram na conta a equipe cirúrgica, a anestesia, o período de internação e o acompanhamento depois, que é parte da cirurgia e não um extra.

Valor eu não estimo à distância, ele mudaria assim que eu visse a sua mama e o seu exame de imagem, que é justamente o que diz se a cápsula sai inteira ou em parte. Na consulta a gente fecha o planejamento do seu caso e eu abro item por item o que compõe o orçamento. Você sai de lá com isso na mão e sem compromisso de data.

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Dúvidas

As perguntas que eu mais escuto no consultório

O número só aparece depois que eu te examino. Ele muda conforme a cirurgia seja apenas a retirada ou a retirada com reposicionamento, conforme a cápsula precise sair inteira ou em parte, e conforme quanto o seu caso ocupa de centro cirúrgico, com equipe, anestesia e internação. Entra também o exame de imagem que vem antes.

Muita paciente chega atribuindo ao implante cansaço, dor pelo corpo e dificuldade de concentração. Eu escuto essa lista inteira e não descarto ela. O que eu não faço é afirmar que o implante causou esses sintomas nem prometer que eles somem com a retirada, porque essa relação não está comprovada. Se, sabendo disso, você ainda quiser retirar, esse desejo basta como indicação.

Dá para estimar, não para garantir. Na consulta eu afasto o volume com a mão e mostro no espelho o que aparece embaixo, e a partir daí descrevo dois cenários, o mais provável e o menos favorável. Eu não uso simulação em tela nem foto de outra paciente, a mama dela tinha outra pele e outro tempo de uso.

Costuma dar, e não é raro mudar de ideia depois. O que eu peço é tempo, a mama precisa estar acomodada e a cicatriz madura antes de qualquer nova cirurgia. Como a pele já foi esticada e depois retraiu, o exame de uma segunda colocação não é igual ao da primeira.

A literatura descreve, para o explante: sangramento durante a retirada da cápsula, que fica aderida à parede do tórax; seroma (líquido no espaço que o implante deixou); hematoma; infecção; abertura de parte da cicatriz; alteração ou perda de sensibilidade do mamilo; irregularidade ou afundamento no contorno da mama; cápsula residual quando a retirada precisa ser parcial; e, em cápsulas muito aderidas, lesão da pleura, a membrana que reveste o pulmão, com escape de ar para dentro do tórax, o pneumotórax. Boa parte se acompanha no consultório; a lesão de pleura exige conduta ainda no centro cirúrgico, e é por isso que eu falo dela antes. Pode acontecer de a mama ficar mais vazia, mais caída ou mais assimétrica do que você imaginava, principalmente quando o implante era grande ou passou muitos anos no lugar. Pode sobrar pele que não retrai. Pode ser preciso um segundo tempo cirúrgico, com nova recuperação, para reposicionar a mama, e isso eu explico antes de você decidir, não depois. O tempo que o implante passou ali, o volume dele, a espessura e a elasticidade da sua pele, o tecido mamário que sobrou, gestações, amamentação, tabagismo, oscilação de peso e o modo como você cicatriza mudam tanto o que é possível quanto a evolução. O que você faz depois também conta, repouso, uso do sutiã e respeitar cada liberação.

Agendamento

Eu explico como a sua mama fica depois

Você sai da consulta sabendo o que eu indico no seu caso. A avaliação é presencial, aqui em Joinville.

Seg–Sex · 08h às 18h
Anita Garibaldi · Joinville/SC

Marcar uma avaliação não é decidir operar. É quando eu ouço o seu caso.

Segunda a sexta, das 8h às 18h.Quem responde é a equipe da clínica.

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Dr. Vinícius Spiandorello - Cirurgia Plástica

Sou cirurgião plástico em Joinville, com foco em cirurgia de mama e contorno corporal. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica desde 2013.

Atendimento

  • Union Cirurgia Plástica
    R. Min. Calógeras, 1485
    Joinville / SC
  • (47) 99110-2604

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