Dr. Vinicius Spiandorello, Cirurgia Plástica
Ginecomastia em Joinville, imagem ilustrativa, tronco e ombros de homem de camiseta escura, de braços relaxados ao lado do corpo.

Ginecomastia em Joinville

Nem todo volume no peito masculino é gordura, parte pode ser glândula

Você já tentou resolver no treino e na dieta, e o peito continua igual. Isso costuma ter explicação: parte do que está aí pode ser glândula, e glândula não responde a exercício. Eu separo as duas no exame, e essa conversa é direta, sem rodeio.

O que é

Como funciona a cirurgia de ginecomastia, na prática

Ginecomastia é o crescimento do tecido glandular mamário no homem, um volume firme que fica concentrado atrás da aréola. A cirurgia que trata isso é a mastectomia subcutânea, conhecida também como cirurgia de ginecomastia.

Só que nem todo peito volumoso tem glândula. Quando o que está ali é gordura acumulada no tórax, o quadro se chama pseudoginecomastia, e a diferença não é detalhe de nomenclatura. Gordura responde a perda de peso e a treino. Glândula não responde, ela continua ali mesmo depois de você emagrecer.

Na prática, a apresentação mais comum é a mista, glândula e gordura juntas no mesmo peito, em proporções que mudam de um homem para outro e às vezes de um lado para o outro. É por isso que a técnica quase nunca é uma só, e é por isso que eu preciso examinar antes de dizer que cirurgia é a sua.

“Treino reduz gordura. O que fica atrás da aréola, sem diminuir mesmo com esforço, costuma ser glândula.”

Dr. Vinicius Spiandorello, cirurgião plástico em Joinville, em centro cirúrgico
Avaliação presencialMedida antes da escolhaRetornos comigo

Para quem é

Você se reconhece em alguma destas situações?

  • Treino e dieta não mudaram nada

    Você perdeu peso, mantém a academia em dia e o volume do peito continua igual.

  • Volume firme atrás da aréola

    Você apalpa e sente um disco mais duro logo abaixo do mamilo, diferente do resto do peito.

  • Um peito diferente do outro

    Um lado tem mais volume, e é essa desigualdade o que você mais nota sem camisa.

  • Camiseta, praia e vestiário

    Você escolhe tecido mais grosso para disfarçar e evita tirar a camisa em público.

  • Depois de emagrecer muito

    Além do volume, sobrou pele no tórax, e pele sobrando não some com exercício.

Quando eu não indico

Eu não indico cirurgia em adolescente com ginecomastia que apareceu na puberdade e ainda está em evolução, porque essa forma costuma regredir sozinha, e o caminho ali é acompanhar antes de operar. Quando ela persiste por anos e para de mudar, a cirurgia volta para a mesa. Também não indico enquanto existe uma causa clínica em curso, um medicamento em uso, uma substância ou uma alteração hormonal: investigar e tratar vem primeiro, senão o risco de a glândula voltar sobe. E se eu encontro um nódulo endurecido de um lado só, deslocado do centro da aréola, com secreção ou alteração da pele, isso não é caso de cirurgia estética, é caso de investigação, e eu encaminho. Se o seu peso ainda não estacionou, eu espero.

Como eu opero

Resultado previsível não vem de sorte. Vem da decisão tomada antes.

O meu exame é em pé e deitado, porque o volume muda de lugar com a gravidade e é aí que a gordura se denuncia. Apalpo a região atrás da aréola procurando o disco firme da glândula, comparo um lado com o outro e vejo quanta pele existe sobrando. Depois pergunto o que você usa, remédio, suplemento, anabolizante, e isso aqui não é formalidade de ficha, é parte do diagnóstico. O plano sai dessas duas coisas juntas.

As 4 decisões

Aspirar, ressecar ou os dois

Gordura sai por cânula, que é um tubo fino. Glândula é firme, a cânula comum não dá conta dela e na maior parte dos casos ela precisa ser retirada por uma incisão. Como o quadro misto é o mais comum, costumo usar as duas coisas no mesmo ato, e a proporção entre elas vem do que eu senti no exame.

Por onde eu entro

A via mais comum é uma incisão pequena na borda de baixo da aréola, no encontro entre a pele escura e a clara, onde a marca se confunde com o próprio contorno. O quanto ela fica discreta depende da tensão naquele ponto, do tanto que precisou sair e do seu jeito de cicatrizar.

Quanto de glândula eu deixo

Um pouco de tecido precisa ficar colado na face de baixo da aréola. Tirar tudo faz a pele afundar num degrau visível, que é a correção mais trabalhosa desta cirurgia. O tecido glandular que sai vai para o anatomopatológico, e o laudo eu abro com você na revisão.

Quando a pele precisa sair

Depois de um emagrecimento grande, tirar só o volume pode deixar o tórax com pele sobrando e sem sustentação. Aí entra a retirada de pele e o reposicionamento do complexo areolopapilar, o conjunto de aréola e mamilo, o que significa cicatriz maior e outro porte de cirurgia. Eu digo isso antes de você escolher.

Recuperação

Recuperação de cirurgia de ginecomastia, em marcos e não em calendário

  1. Primeiros dias com a malha

    A malha compressiva entra ainda no centro cirúrgico e você sai de lá com ela. O incômodo que a maioria descreve é de peito por dentro, uma sensação de aperto e de peso, e não de corte. Braço acima do ombro e carga ficam fora, e eu prescrevo a medicação na alta.

  2. Quando o peito endurece

    O inchaço toma conta quando o desconforto cede, e o peito fica duro antes de voltar a amolecer. É nessa fase que a malha mais incomoda e que mais gente pensa em afrouxar, justamente quando ela segura a pele encostada no tórax.

  3. Quando o peitoral voltar

    Supino, flexão e tudo que puxa o peitoral voltam por último, depois que eu examinar você. O motivo não é só o esforço: peitoral cedo demais sangra mais fácil, e a pele ainda precisa colar no tórax, e contração forte descola o que estava colando.

Antes de operar

Aqui a revisão do que você usa não é checagem de anestesia, é busca de causa: medicamento contínuo, suplemento, anabolizante e qualquer substância entram na conversa, porque glândula que cresceu por um gatilho ativo tem mais risco de crescer de novo depois de operada. Conforme o que aparece nessa conversa e no exame, eu peço avaliação hormonal ou parecer de endocrinologia antes de fechar data. Exames laboratoriais e liberação clínica seguem o seu caso.

O que muda o seu tempo

Quanta glândula precisou sair, se foi preciso retirar pele, se a aspiração e a ressecção entraram no mesmo ato, a constância no uso da malha e o cigarro são o que puxa esse ritmo para um lado ou para o outro. Nenhum deles se prevê antes de operar, então o seu tempo se conta em etapas liberadas no consultório.

Resultado

O que costuma acontecer depois

O peito sai da cirurgia inchado e endurecido debaixo da malha, e nas primeiras semanas parece mais duro do que era antes. Costuma existir uma faixa dormente em volta da aréola, que vai acordando aos poucos, sem ordem certa, e nem sempre por inteiro. O que mais assusta é a firmeza logo embaixo da aréola: ela costuma ser inflamação organizando a cicatrização, e quase todo mundo interpreta como glândula voltando. O contorno só começa a se ler depois que o inchaço sai, e é isso que eu avalio com você a cada revisão, não o espelho de casa.

“Na fase inflamada você vai achar firmeza, e firmeza nessa altura costuma ser inflamação. Quem diz se é uma coisa ou outra sou eu, na revisão. Dor que cresce, peito que incha de um lado só ou pele mudando de cor eu quero ver antes da data marcada.”

Investimento

O que entra no valor de cirurgia de ginecomastia

Toque para ouvir

Aspiração, ressecção ou as duas

Tirar só gordura, retirar a glândula ou fazer as duas coisas no mesmo tempo cirúrgico são portes diferentes, e é o exame que diz qual é o seu.

Se o caso pede retirar pele

Quando sobra pele a ponto de precisar sair, o planejamento muda inteiro e a cirurgia deixa de ser a mesma, com mais tempo de sala.

O laudo do tecido retirado

Quando há glândula retirada, o tecido vai para análise em laboratório. É uma etapa obrigatória do procedimento, não um opcional.

Malha torácica e retornos

A malha torácica e os retornos que eu peço depois entram no planejamento desde a consulta.

Enquanto eu não souber quanto do seu peito é glândula e quanto é gordura, não dá nem para dizer que cirurgia você precisa, muito menos quanto ela custa. Essa separação se faz com você na minha frente. E vir na consulta não compromete você com cirurgia nenhuma.

Agendar avaliação

Dúvidas

As perguntas que eu mais escuto no consultório

Depende de qual cirurgia é a sua, e isso só se define examinando você. Aspirar gordura, retirar glândula ou fazer as duas coisas juntas são portes diferentes, e ainda existe o caso em que é preciso retirar pele, que muda o planejamento por completo. Some a isso o anatomopatológico, a malha e os retornos. Na consulta eu abro o seu caso item a item e digo o que pesa em cada um.

Resolvem a parte que é gordura. O tecido glandular não responde a treino nem a restrição alimentar, então quem tem glândula continua com o volume mesmo emagrecendo bastante, e às vezes ele fica até mais evidente quando a gordura em volta sai. Por isso a pergunta certa não é quanto você tem, é o que você tem. Se for gordura, treino e dieta trabalham a favor. Se for glândula, não. Isso não quer dizer que a resposta seja sempre cirurgia: quando a ginecomastia é recente, apareceu na puberdade ou tem uma causa identificável, o primeiro passo é investigar e acompanhar.

A pista que você mesmo consegue notar é a consistência. Glândula é firme, tem forma de disco e fica concentrada logo atrás da aréola, e costuma ser sensível ao apertar. Gordura é mais mole, se espalha por todo o peito e muda junto com o seu peso. Quem confirma é o exame, com você de pé e depois na maca, e em alguns casos eu peço imagem para completar a avaliação.

No meu consultório o atendimento é particular, sem convênio. Ginecomastia pode ter indicação clínica, e quando tem, a análise de cobertura corre dentro da rede credenciada do seu plano, não comigo. O que fica comigo é a avaliação: eu examino, escrevo no prontuário o que encontrei e esse registro é seu.

Os riscos desta cirurgia começam pelo hematoma, sangue acumulado debaixo da pele, citado com mais frequência aqui do que em outras cirurgias de contorno e que às vezes pede uma volta à sala para drenagem. A literatura descreve também seroma, líquido acumulado na área operada; infecção; sofrimento circulatório da aréola, que pode evoluir para necrose e perda parcial do complexo areolopapilar, risco maior quando é preciso retirar pele e reposicionar a aréola, e maior ainda em quem fuma; deiscência, quando parte da ferida se abre; cicatriz hipertrófica ou queloide, mais provável no tórax do que em outras regiões; perda ou alteração da sensibilidade do mamilo; irregularidade de contorno e assimetria entre os lados. Parte dessa lista se trata no consultório, e parte pede voltar à sala de cirurgia. A evolução insatisfatória mais característica desta cirurgia é a depressão debaixo da aréola, quando sai glândula demais e a pele afunda naquele ponto. Perto dela aparece a pele que adere ao plano profundo e cria um repuxado quando você move o braço. Também pode ficar contorno irregular e diferença entre os lados, que muitas vezes já existia antes e outras vezes vem da própria cirurgia. Uma parte cede com tempo e acompanhamento. Parte só se resolve com uma nova cirurgia, que tem pós próprio, e isso entra na conversa antes da decisão, nunca depois dela. Pesa quanto do seu peito era glândula e quanto era gordura, porque as duas respondem de forma diferente. Pesa a elasticidade da pele, que é o que permite o tórax acompanhar a saída do volume. Depois entram o peso que você mantém, o cigarro, o jeito como a sua pele cicatriza e o uso da malha como orientado. E existe um fator que não é anatômico: se a causa de base seguir ativa, um medicamento ou uma substância que você mantenha, a glândula pode crescer de novo.

Agendamento

A consulta define se é glândula, gordura ou os dois

Você sai da consulta sabendo o que eu indico no seu caso. A avaliação é presencial, aqui em Joinville.

Seg–Sex · 08h às 18h
Anita Garibaldi · Joinville/SC

Marcar uma avaliação não é decidir operar. É quando eu ouço o seu caso.

Segunda a sexta, das 8h às 18h.Quem responde é a equipe da clínica.

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Dr. Vinícius Spiandorello - Cirurgia Plástica

Sou cirurgião plástico em Joinville, com foco em cirurgia de mama e contorno corporal. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica desde 2013.

Atendimento

  • Union Cirurgia Plástica
    R. Min. Calógeras, 1485
    Joinville / SC
  • (47) 99110-2604

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